Um dia o caçador decidiu sair de sua cabana.
Ela ficava estupidamente apinhada de coisas sem valor e comida seca. E estupidamente posta numa clareira minúscula no meio da floresta.
Bem, talvez não fosse tão estúpido assim.
Após o primeiro surto e com o tempo, o caçador percebeu que já não era o mesmo. Não sentia a dor do esforço diário ao baixar o machado sobre uma tora de madeira, ao retesar o arco durante as caças. Já não sentia o cançaço do esforço que antes lhe era muito custoso.
A dor lhe visitava apenas à noite durante os primeiros anos. Mas de forma pungente.
Era possível ouvi-la gritar em seus ossos e músculos que pareciam expandir sempre que o sol se punha no horizonte desolado.
Isso durou 2 anos.
Nesse tempo, quase todos os dias após desmaiar devido à dor, costumava acordar de pé, num lugar aleatório qualquer do mundo. Geralmente armado, ensanguentado e com uma multidão daqueles seres malditos ao seu redor. Todos mortos. Nunca vira a aparente luta que precedia o seu acordar. Despertava da dor, para o terror.
Mas de alguma forma retornava sempre para a cabana escondida na clareira. Ao seu lugar no mundo.
Não sabendo ao certo como acontecia. Apenas dormia e acordava. Hora em casa, hora na batalha. Mas uma coisa era sempre certa. Não havia um som sequer.
Até que um dia o som de um galho quebrando o despertou do sono.
Clarão.
Sentia o vento com muita velocidade.
Era como se estivesse voando.
Depois queda, muito rápido.
Impacto.
Sem dor. Apenas uma sensação de toque.
Abri os olhos e vi uma mulher linda. Vestida em uma armadura reluzente, prateada. Mas era noite, a lua encoberta pelas nuvens. Não havia o que reluzir. Era como se ela tivesse luz própria.
Abri a boca para falar e de repente ela já estava ao meu lado. 4 metros em menos de um segundo.
- Morra. - Ordenou-me baixinho Uma voz feminina e doce.
Punhos fechados, senti um leve toque na bochecha esquerda e me vi atravessando a cabana e parando num tronco do outro lado da clareira.
Isso tudo em cerca de dez segundos.
Compreendi que aquilo era uma luta.
Meus sentidos de repente se aguçaram e mesmo com toda a velocidade, pude vê-la a dois metros de mim. Desviei do segundo soco.
Devolvi o terceiro antes que me atingisse.
E o silêncio da clareira retornou mais velozmente do que o soco que o espantara.
Fui até o lugar onde meu punho levou a mulher.
A encontrei desmaiada, o rosto ensanguentado devido ao corte na testa. Ao tentar apanhá-la senti dor. Uma dor que me transpassava o peito.
Literalmente.
Vi um objeto cravado ali. Não era uma espada. Diria que uma lâmina.
- Eu disse, MORRA! - Gritou ela Chutando a lâmina, apinhando-a em meu tórax.
Senti um leve toque no queixo e o vento que o seguiu ao me erguer no ar. A queda indolor empurrou a espada para fora.
A dor já não existia mais.
Decidi que aquilo precisava parar.
Ergui a lâmina, avistei a mulher e tomei a dianteira da luta.
Tentei uma, duas, três vezes e ela se desviou de todos as investidas.
Na quarta, segurou a minha mão que detinha a lâmina. Agarrei seu pescoço com a mão livre e a ergui no ar.
Apertei com mais força.
- Quem é você? - Minha voz saiu esbaforida, cansada e raivosa.
Ela não conseguiu responder. Tentou me esmurrar, chutar, mas não falava.
Cravei ela no chão, empurrei a lâmina em seu braço direito, quebrei o esquerdo pisando com raiva.
Assentei-me sobre ela e repeti.
- QUEM É VOCÊ!? - Esbravejando.
- Deixe-a! - Disse uma voz atrás de mim.
Aquilo me assustou. Haviam outros. Respirei fundo, levantei calmamente, pisei na perna esquerda até ouvir o som de osso se partindo e só então me virei.
Não havia ninguém.
- Sabe...
Atrás de mim. Nada. Apenas a mulher.
- Você até que é rápido...
Muito próximo, à minha esquerda. Nada.
- Pra um grandalhão.
A dor no peito. Outra lâmina. Arranquei-a.
- E resistente também não é?
Outra dor na perna direita. Removi aquela com certo desespero. "Por que não posso ouvi-lo?" Pensei.
Então Decidi parar para ouvir. Não a voz, mas o silêncio. Onde ele não estava?
Acostumado ao momento de batalha intensa, meus ouvidos buscavam o óbvio. Eu precisava dos mínimos barulhos. Então ouvi. Muito rápido.
Encontrei.
- Abra os olhos, grandalhão. Ainda não terminamos! Hahahgh-..
Senti-o em minha mão direita.
- Aqui. Olhos abertos. E agora? - Falei em tom odioso.
Ele era magro, branco, cabelos verdes, rosto fino, esguio.
Enquanto segurava seu pescoço ele se debatia.
Tomei a fina lâmina que estava no chão e cortei fora os seus pés.
- Pronto. Agora vamos conversar. Quem são vocês!?
Olá Você aí! Tudo bem? Este é o Ezra uma vez. Um lugar em qualquer lugar do Universo, em qualquer Universo, em qualquer lugar. Aqui é o lugar onde a gente vai bater aquele papo maroto, Aquela conversa gostosa, e rir! por que não? Seja quem você for, acabou de chegar ao lugar certo.
sexta-feira, 1 de março de 2019
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Ensaio sobre o amor
Se o amor é um oceano
Quem faz as ondas?
Puff.. Dane-se né...
Quem se importa com as ondas?
Elas sempre estão lá.
Mas as pessoas se esquecem
E continuam indo ao mar
Esperando que não hajam ondas
Que não haja desconforto
As vezes acho até que esperam água doce.
Não
O mar é infinito, belo e Salgado
Seja no nascer
Ou ao pôr do Sol
A beleza do início
A nostalgia do fim
E todo um dia entre eles
E Assim é o amor.
Quem faz as ondas?
Puff.. Dane-se né...
Quem se importa com as ondas?
Elas sempre estão lá.
Mas as pessoas se esquecem
E continuam indo ao mar
Esperando que não hajam ondas
Que não haja desconforto
As vezes acho até que esperam água doce.
Não
O mar é infinito, belo e Salgado
Seja no nascer
Ou ao pôr do Sol
A beleza do início
A nostalgia do fim
E todo um dia entre eles
E Assim é o amor.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Lua de Mel
Praia
Sol
Mar
Areia
Branca
Luar
Friozinho
Montanha
Sonhar
Eu
Você
E um violão
Nossas vozes
Se misturando
Na escuridão
Confusas
Como se o coração
Dos dois
batesse
Num tom só.
Sol
Mar
Areia
Branca
Luar
Friozinho
Montanha
Sonhar
Eu
Você
E um violão
Nossas vozes
Se misturando
Na escuridão
Confusas
Como se o coração
Dos dois
batesse
Num tom só.
Ao meu Velho companheiro Mecatrônico
Aqui estamos
Eu e meu velho companheiro mecatrônico
Ele já não é mais o mesmo este meu velho companheiro
Suas teclas já não são mais as mesmas
Sua bateria, sua reserva de energia já se foi
Retirada como um Apêndice inflamado
Hoje a tomada o dá vida
E ele ainda assim não me deixa
Não me desaponta
Sua memória já não é mais a mesma
Mas ele faz questão de lembrar das coisas importantes para mim
Ele não me desaponta
Já não é mais tão veloz como antes
Mas não me atrasa
Leva tudo em seu próprio tempo e não me desaponta
Fomos ele e eu que demos início a isso tudo
Essas páginas, estas palavras
A Tudo que eu mais amo
Obrigado meu velho companheiro Mecatrônico
Por todos esses anos, por todas essas palavras
Pelo tudo e pelo pouco que Graças a Deus conquistamos.
Eu e meu velho companheiro mecatrônico
Ele já não é mais o mesmo este meu velho companheiro
Suas teclas já não são mais as mesmas
Sua bateria, sua reserva de energia já se foi
Retirada como um Apêndice inflamado
Hoje a tomada o dá vida
E ele ainda assim não me deixa
Não me desaponta
Sua memória já não é mais a mesma
Mas ele faz questão de lembrar das coisas importantes para mim
Ele não me desaponta
Já não é mais tão veloz como antes
Mas não me atrasa
Leva tudo em seu próprio tempo e não me desaponta
Fomos ele e eu que demos início a isso tudo
Essas páginas, estas palavras
A Tudo que eu mais amo
Obrigado meu velho companheiro Mecatrônico
Por todos esses anos, por todas essas palavras
Pelo tudo e pelo pouco que Graças a Deus conquistamos.
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Não é todo dia
Não é todo dia
que a gente se acorda
pra escrever
Não é todo dia
que a gente se inspira
sem querer
Não é todo dia
que as palavras pulam
de você
As vezes elas correm
As vezes elas fogem
Contentes
Sem querer
você se pega pensando
eu nasci pra isso?
E de repente elas vêm
Urgentes
Pungentes como quem volta com saudades
E te contam verdades
Há muito escondidas
guardadas dentro de você.
que a gente se acorda
pra escrever
Não é todo dia
que a gente se inspira
sem querer
Não é todo dia
que as palavras pulam
de você
As vezes elas correm
As vezes elas fogem
Contentes
Sem querer
você se pega pensando
eu nasci pra isso?
E de repente elas vêm
Urgentes
Pungentes como quem volta com saudades
E te contam verdades
Há muito escondidas
guardadas dentro de você.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Tons de Cinzas
A gente era assim
Livre Leve e Solto
Pronto pra viver de tudo
Como era gostoso gostar de você
Acho que te contei
Como era bom o teu abraço
Como me deixava louco o teu sorriso
Mas foi fim e passou
E hoje te dizer isso me parece errado
Medo de saber que não significo tanto assim pra você
Queria valer o mundo e tenho medo de ser pedaço de terra vazia
Porque por dentro eu sou poesia e você sabe disso
Quando eu te contava as coisas que meu coração dizia
Você me olhava e sorria
Com a boca, com o coração, com o olhar
era simplesmente poesia
Como era bom ver nos teus olhos a alegria
Só tua, de um jeito tão teu.
Arrrgh! Como aquilo me cativava!
Nunca vi alguém falar um kilo, com a metade de um sorriso que tu davas.
E era bom saber que a gente se entendia
Com os olhos, com a boca, de alegria pra alegria
De harmonia pra harmonia
era simplesmente isso.
Poesia.
Mas o medo foi calando o meu coração ou tapando os meus ouvidos
Acho que eu já não sentia toda aquela euforia de um tempo atrás
Mas te ver era bom demais.
Só que algo acontecia e eu não fazia ideia do que era
Como eu te queria! E eu acho que ainda te quero
Mas aaarrrgh! Quero você ou a poesia de nós?
Não sei.
Queria que a gente fosse mais que memória e histeria, queria que fosse todo dia um bom dia
Queria que a gente fosse poesia escrita, cantada, sorrida, chorada, VIVIDA!
Queria que fosses minha vida. Só minha e de ninguém mais.
Hoje não me sinto mais único, parte minha culpa
Parte confesso que te culpo
Não sei bem porquê.
Gosto muito de tu
Queria poder te ter
Queria ser teu só.
E eu me sinto assim
Peso Preso e Louco
Sem saber o que a gente era
Sem saber me chegar aos poucos
Sou um tanto intenso.
Queria que fosse você
Deus só, sabe o quanto.
E o colorido dos nossos dias
viraram isso
Tons de cinzas
Que caem sem parar
Me lembrando de nós dois.
Livre Leve e Solto
Pronto pra viver de tudo
Como era gostoso gostar de você
Acho que te contei
Como era bom o teu abraço
Como me deixava louco o teu sorriso
Mas foi fim e passou
E hoje te dizer isso me parece errado
Medo de saber que não significo tanto assim pra você
Queria valer o mundo e tenho medo de ser pedaço de terra vazia
Porque por dentro eu sou poesia e você sabe disso
Quando eu te contava as coisas que meu coração dizia
Você me olhava e sorria
Com a boca, com o coração, com o olhar
era simplesmente poesia
Como era bom ver nos teus olhos a alegria
Só tua, de um jeito tão teu.
Arrrgh! Como aquilo me cativava!
Nunca vi alguém falar um kilo, com a metade de um sorriso que tu davas.
E era bom saber que a gente se entendia
Com os olhos, com a boca, de alegria pra alegria
De harmonia pra harmonia
era simplesmente isso.
Poesia.
Mas o medo foi calando o meu coração ou tapando os meus ouvidos
Acho que eu já não sentia toda aquela euforia de um tempo atrás
Mas te ver era bom demais.
Só que algo acontecia e eu não fazia ideia do que era
Como eu te queria! E eu acho que ainda te quero
Mas aaarrrgh! Quero você ou a poesia de nós?
Não sei.
Queria que a gente fosse mais que memória e histeria, queria que fosse todo dia um bom dia
Queria que a gente fosse poesia escrita, cantada, sorrida, chorada, VIVIDA!
Queria que fosses minha vida. Só minha e de ninguém mais.
Hoje não me sinto mais único, parte minha culpa
Parte confesso que te culpo
Não sei bem porquê.
Gosto muito de tu
Queria poder te ter
Queria ser teu só.
E eu me sinto assim
Peso Preso e Louco
Sem saber o que a gente era
Sem saber me chegar aos poucos
Sou um tanto intenso.
Queria que fosse você
Deus só, sabe o quanto.
E o colorido dos nossos dias
viraram isso
Tons de cinzas
Que caem sem parar
Me lembrando de nós dois.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Todo Poesia
Quando eu te contava
As coisas que meu coração dizia
Você me olhava e sorria
Porque por dentro você sabia
Que eu era todo poesia
As coisas que meu coração dizia
Você me olhava e sorria
Porque por dentro você sabia
Que eu era todo poesia
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A Continuação do meu jeito de pensar
Olá meus queridos e queridas desse país de onde lês Foi inspirado pela minha esposa linda e maravilhosa que aqui voltei. Não foram poucos os...
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Olá meus queridos e queridas desse país de onde lês Foi inspirado pela minha esposa linda e maravilhosa que aqui voltei. Não foram poucos os...
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Se em meu pensar pesar a velha história Do homem já em mim amortecido Possa antes vir a minha memória: Cristo vive em mim e é renascido Que ...
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Não que alguém se importe! kkkkkk Mas mesmo que esteja e que ninguém se importe, eu sinto uma multidão de olhos atentos a cada letra que esc...