sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Este mesmo lugar

Já estive muitas vezes neste mesmo lugar. 
Conheço as entradas, saídas, banheiros, as salas, conheço a vista e as revistas da sala de espera.
Conheço essa paisagem como a palma da minha mão e no entanto não pareço capaz de me mover. 
Me encontro perdido neste espaço tão conhecido, por muitas vezes percorrido sem no entanto eu notar. 
E agora eu peço que me tires, me leves a outro lugar.

Profundidade (Leiam estilo Bráulio Bessa, rs)

Você já teve a oportunidade de olhar nos olhos de alguém e sentir que compreende cada milímetro daquela pessoa?
Você vê suas perguntas antes delas se formarem.
Você vê as respostas cheias de verdades numa troca de olhares.
Você sente que sente igual ao outro,
sente que o outro te sente e te entende
e que ninguém melhor que você
pra compreender aquele olhar por inteiro.

A gente sente olhar verdadeiro.

Olhar profundo como se o olho do outro não tivesse fim e que tudo que te resta é mergulhar ali dentro.

Porque Os olhos são as janelas da alma
E a alma é um oceano onde um é desbravador do outro e de si mesmo ao mesmo tempo.

sábado, 27 de janeiro de 2018

A gente

A gente sente quando vale a pena
A gente afunda o pensamento em poema
A gente foge de si mesmo enquanto pensa
A gente ama sem pensar nas consequências

A gente olha pra um céu todo estrelado
E lembra dela até ficar arrepiado
A gente pensa num futuro entrelaçado
E o coração fica a bater descompassado

A gente engasga pra dizer a frase inteira
A gente dá aquela olhada de esguelha
A gente busca proteger o coração
Mas tu és chuva que vem fora da estação

É dia claro e você chega sem avisar
Chovendo fino como quem já vai passar
E de repente me desaba na cabeça
E eu fico doido sem saber o que pensar

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Memórias

Um dia desses, durante uma aula de Inglês, fomos questionados a respeito de nossas memórias.
O quanto nos lembramos, do que mais lembramos, de quem mais lembramos.
As pessoas discutiram de forma ávida um assunto que no fundo no fundo, não fazia a menor diferença na vida delas. Depois dali todo mundo ia pra casa pensar no jantar, na(o) crush, nas amizades/inimizades, enfim.. vida que segue.
Então, esse papo todo sem futuro rolando e eu pensando exatamente nisso. No quanto algo tão belo e profundo quanto nossas memórias, estava sendo discutido como se fosse o gosto do café que mudou de repente e agradou uns enquanto pra outros não vale mais a pena lembrar.
Memórias pra mim, mais pelo fato de eu quase não tê-las, tornaram-se algo precioso demais pra se gastar em conversas desimportantes como aquela. É preciso que quem esteja ouvindo se importe, ainda que minimamente.
Precisa ser curtido por ambas as partes envolvidas na contação de histórias.
Porque do contrário, seria compartilhar o desnecessário. Que por si só é desinteressante. Indigno de apreciação.
Então, só compartilho com quem curte de verdade ouvir de um passado de memórias de certa forma pequenas, mas que valeram a pena.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Solidão

No último dia ele entrou em casa com a capa amarela molhada da chuva lá fora.
O vento frio acompanhando sua entrada, buscando fugir daquele dia triste e trazendo consigo arrepios na espinha.
No último dia ele se sentou em frente ao fogo aconchegante de sua lareira.
Com aquele café de sempre, com a leitura de sempre e a mesma sensação de lar que só aquele lugar lhe proporcionava.

Pensava em tudo que não viveu. Tudo que não falou e no vazio, que como um buraco aberto no teto, tornava impossível não perceber a falta dela.
No último dia, que ele pensou ser mais um, ele esqueceu de amar, de sentir, e passou. Como todos os dias passam.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Os Desletrados

As Vogais são, A-E-I-O-U-ÃO!
Não! Não tem ss tud.
Tem sim!
Não! Cert É, A-E-U-ÃO.
Oi!?
Silêncio.
Olá!
Lá nde?


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Um Tanto de Tudo e um Pouco

Hoje, dia 6 de outubro, eu me senti cansado. Cansado da correria da vida e decidi dar um breve stop para lhes escrever.
Bem, então vamos ao um tanto de tudo e um pouco.
Hoje mais cedo, conversando com uma amiga minha, percebi que nós, jovens, sentimos muita falta de muitas coisas. Seja na vida financeira, espiritual, social, amorosa, enfim, estamos sempre faltosos, incompletos. Almejamos a estabilidade e as segurança e felicidade que ela nos traz. Bem.. a gente vive uma vida difícil after all.. e que às vezes toma rumos injustos até. Afinal de contas, vivemos num tempo onde não temos nada e almejamos tudo sem saber se algum dia vamos sequer chegar perto de conseguir. E isso é angustiante. Mas queremos. Queremos ao menos um tanto de tudo e um pouco.

Queremos Um tanto de tudo o que é bom,
queremos tudo, mesmo que pouco.
Queremos algo que nos complete.
Algo que nos dê rumo, sentido, queremos amigos.
Amores.
Queremos sabores.
Que nos transportem para momentos
e queremos momentos cheios de amores.
Queremos cores.
Pra colorir sentimentos, tempos,
queremos intentos,
tentativas.
Acertos e erros, todos juntos.
Queremos cheiros, que nos levem a lugares, queremos jantares,
à luz de velas, sem velas,
no mar.
No escuro, na luz, mas sempre em número par.
Queremos ar.
Pra respirar, pra suspirar,
pra inspirar corações,
momentos, vidas inteiras.
Queremos asneiras
que nos façam sorrir, gargalhar.
Queremos olheiras
de tanto dormir, chorar e amar.
Queremos viver um sonho de uma Vida Inteira! Repleta de um Tudo tão cheio de Tantos, que Pouco importa onde vamos chegar.

A Continuação do meu jeito de pensar

Olá meus queridos e queridas desse país de onde lês Foi inspirado pela minha esposa linda e maravilhosa que aqui voltei. Não foram poucos os...